Adubação e Manejo de Pastagens com Adubo Líquido no Solo

A Embrapa Pecuária tem feito um trabalho digno de elogios ao buscar pesquisar e orientar os pecuaristas sobre Adubação e Manejo de pastagens para alta produção de forragem. É uma visão de que as pastagens constituem-se na forma mais prática e econômica de alimentação de bovinos.

Mas o desafio é grande. Vamos pegar o exemplo dos Cerrados do Brasil Central, que respondem por 60% da produção da carne em nosso país. A estimativa é que da área de quase 50 milhões de hectares que compõem essa região, mais ou menos 80% têm algum nível de degradação.

 

Área Degradada com formação de Voçorocas em solo Arenoso , em Mato Grosso do Sul.

Essa degradação pode ser decorrente de vários fatores, como o tipo de forrageira utilizada, que pode não ser a mais indicada para a região, mas também tem muito peso a má implantação e o manejo não adequado.

Mas um fator destacado pelos pesquisadores é a redução da fertilidade do solo, por erosão, lixiviação, fixação. No caso do Nitrogênio, por exemplo, sua falta é apontada como uma das causas principais da degradação das pastagens tropicais, que atualmente suportam apenas 0,5 UA/há/ano.

O Brasil, atualmente, está classificado como o 2º. maior produtor mundial de carne bovina e especialistas apostam que em poucos anos ele pode ser o 1º. Mas esse ranking tem um custo: há necessidade urgente de se evitar a degradação das pastagens e também intensificar a sua produtividade.

A produtividade dos animais em regime de pastagens depende basicamente de dois fatores: o desempenho por animal (ganho de peso vivo) e a capacidade de suporte (número de animais por unidade de área). O desempenho do animal vai depender do seu potencial genético e da qualidade da forragem, que no fim é a ingestão total de matéria seca. Já a capacidade de suporte vai depender da forrageira e de seu potencial de produção de matéria seca.

Aqui começa o grande desafio para o Brasil (e para o pecuarista brasileiro) na provação para recuperar e manter as pastagens. Pois a correção do solo e a adubação são os fatores mais relevantes para definir o nível de produção das forrageiras.

 

                                                                                                               Pastagem Recuperada.

Como reduzir a degradação das pastagens e atingir altas produções?

Vamos destacar aqui as pesquisas que a Embrapa Pecuária tem feito para identificar o melhor manejo com forrageiras tropicais das espécies Panicum maximum (cultivares Tanzânia e Mombaça), Brachiaria brizantha (braquiarão) e Cynodon dactilon (cultivar Coastcross), sob sistema intensivo rotacionado.

Para buscar índices de produtividade cada vez maiores, o pecuarista brasileiro tem que enfrentar a realidade dos nossos solos: as pastagens no sistema intensivo rotacionado devem ser tratadas como culturas agrícolas, com fornecimento de nutrientes para que a forrageira atinja todo o seu potencial produtivo. Esta orientação é para pastagens já formadas – onde se corrige apenas a fertilidade do solo, ou em pastagens implantadas já para esta finalidade.

Qual gramínea é a mais indicada para pastagem?

Vamos seguir as indicações da Embrapa. As mais utilizadas para o sistema de manejo intensivo são: capim-braquiária, capim-braquiarão, capim-colonião, capim-tanzânia, capim-tobiatã, capim-mombaça, capim-coastcross, capim-estrela e capim-tifton.

Em alguns nichos o pecuarista utiliza outras opções, como a Pensacola, mais para o sul, mas não vamos tratar dela aqui, principalmente por ser menos nutritiva para o gado.

Vamos ver a realidade atual no Brasil de cada uma das citadas.

Braquiária (decumbens, humidícola, Marandu, Xaraés, ruziziensis)

Ainda hoje é a base das pastagens cultivadas no Brasil.

Pastagem de Brachiária

Panicum (Colonião, Tanzânia, Mombaça, Aruana, Massai, Tobiatã, Centenário, Vencedor)

Os capins do gênero Panicum são considerados dos mais importantes para a produção de bovinos em clima tropical e subtropical. O Colonião, por exemplo, é o mais antigo e mais difundido nas regiões do Brasil.

Mas, o que se tem visto é que os solos não têm recebido as condições de correção e adubação necessárias para suportar bem essas gramíneas. Por exemplo, solos que não estão tendo fornecimento adequado de nitrogênio, tem tido má formação do capim e, portanto, baixo suporte sob pastejo. A  consequência? Perda de capacidade de produção e exigência de correção para recuperação em curtíssimo prazo.

 

Detalhe da Panícula

Detalhe das Pastagens com Panicum.

 

Cynodon (capim-bermuda, capim-estrela)

No grupo das bermudas destacam-se os híbridos Coastcross e o Tifton. No grupo das estrelas: Florico, Florona e Ona.

Mas, no Brasil, as pastagens com o gênero Cynodon são bem menos representativas do que as dos gêneros Panicum e Brachiaria.

 

Pastagem com Cynodon.

 

Como conseguir uma boa formação do Pasto?

Não tem como fugir! Se queremos o melhor resultado, temos que fazer o que é certo. As ações são as mesmas de qualquer implantação de uma cultura agrícola para alcançar boa produtividade: escolha da espécie ou tipo de capim; escolha da área; preparo do solo; definição da época de plantio; fazer calagem e adubação de formação; atender à quantidade (e qualidade) das sementes (ou mudas); e, por fim, o método de plantio.

Uma característica das gramíneas forrageiras em geral é que elas dão uma resposta muito boa à adubação fosfatada na fase da implantação. Vamos ver daqui a pouco sobre como fazer isso com mais eficiência do que as opções atuais que os pecuaristas têm utilizado.

Um detalhe importante sobre esta fase da implantação. A semeadura pode ser feita nos sulcos com semeadoras apropriadas que atendem bem o plantio de sementes muito pequenas. Ou sobre a superfície, distribuindo a lanço com equipamentos tipo calcareadoras. Mas o plantio com equipamentos como as semeadoras sempre é o mais eficiente para a implantação. E o mais eficiente e mais prático para ser feito com a Adubação Líquida no solo.

 

Semeadora de Pastagem.

 

E então? Qual a melhor Adubação para pastagens intensivas?

Conforme o objetivo que o pecuarista busca, temos que começar a responder com a aceitação de uma realidade técnica: os capins são gramíneas forrageiras que podem ser até mais exigentes do que algumas culturas tradicionais. Assim, a correção e a adubação do solo (de forma equilibrada) são determinantes para um bom nível de produção dessas forrageiras.

 

A calagem não é importante…é fundamental!

Em solos brasileiros, velhos, intemperizados, ácidos, temos que considerar a calagem como a prática número um para correção da acidez e disponibilização de nutrientes – em especial nos solos de cerrado.

O potencial produtivo de uma determinada pastagem ou de uma forrageira, só pode ter chance de ser atingido se houver redução da acidez potencial do solo (H+ e Al3+). Isto se faz com fornecimento de Ca, Mg e também S. E através de um aumento da eficiência das adubações, com maior CTC (capacidade de troca catiônica) e menores perdas por fixação e lixiviação.

Depois da pastagem formada, nos sistemas intensivos, há sempre necessidade de fornecimento de Nitrogênio. Mas os adubos usuais, utilizados para fornecimento de Nitrogênio, como sulfato de amônio, uréia e nitrato de amônio, acabam por acelerar a acidificação, exigindo correções com calcário em cobertura, em geral após a estação das águas.

O Programa Nutricional de Pastagem com Adubos Líquidos contempla uma linha de produtos para o solo, à base de Cálcio, Magnésio, Enxofre, que tem apresentado resultados consistentes no controle da acidez e da presença de Alumínio tóxico no solo.

É uma alternativa prática e eficiente para solo cansado, degradado, sem capacidade de suporte. E atende os princípios técnicos buscados, de aumentar a CTC e diminuir a fixação e lixiviação de nutrientes fornecidos pela adubação.

 

Adubo Liquido

Aplicador de Adubo Líquido na Linha de Plantio.

Não vamos explorar muito neste post, mas recomendamos aos interessados a análise das características dos produtos ofertados no mercado para esta finalidade. Atualmente temos conhecimento da importância do tamanho da partícula para a maior mobilidade no solo e a eficiente absorção pelas raízes das plantas. Raiz com maior velocidade de crescimento, em menor tempo, significa na prática, um maior aproveitamento dos nutrientes.

Daí o papel da Nanotecnologia – que exploraremos com mais detalhes em outros posts.

 

Sabemos da importância do Fósforo (P) para as pastagens. Estamos fazendo da maneira certa?

Os solos brasileiros, principalmente os de cerrado, têm deficiência generalizada de P. Esta condição afeta o desenvolvimento das raízes e o perfilhamento das plantas, característica importantíssima para as gramíneas forrageiras. Diante dessa situação, nem precisamos ficar falando muito sobre o quanto é determinante a adubação fosfatada para as pastagens.

O fósforo é um elemento com ótima resposta para as gramíneas forrageiras. É normal a instalação de áreas de pastagens com aplicação de fósforo no plantio, por exemplo, com Super Simples, ou MAP. Mas para obter produtividade sempre é necessária a adubação fosfatada de manutenção, para desenvolvimento e aumento do teor de P na forragem. O modo de fazer esta adubação é em cobertura, geralmente com outros adubos necessários. Este é o ponto para refletirmos um pouco.

A Adubação Líquida via solo apresenta-se mais uma vez como uma ótima alternativa para o pecuarista, nessas diversas situações em que é preciso fornecer fósforo para as pastagens. No plantio e também em cobertura, há opção de utilizar o MAP líquido. Pesquisadores de instituições internacionais renomadas já comprovaram a eficiência superior do MAP líquido em relação ao MAP granular.

 

adubo líquido e adubo granular

Experimento para medir a eficiência do Adubo Granular e do Adubo Líquido.

Outras vantagens adicionais podem ser listadas, como: logística que facilita planejamento e entrega, sem incompatibilidade na mistura com inseticidas ou outros produtos, facilidade de armazenamento, simplificação da operação na fazenda e, portanto, menores custos totais. E temos que destacar um valor cada vez mais presente na vida de todos nós: menor impacto ambiental.

 

Não podemos esquecer da Adubação com Potássio (K). É importante!

Quando se fala em adubação de pastagem, lembra-se rapidamente do fósforo e do nitrogênio, mas…nem sempre do potássio.

E as gramíneas forrageiras, junto com o adubo nitrogenado, são exigentes também em K. A relação recomendada é N:K2O de 1:1.

O Programa Nutricional de Adubo Líquido via solo para pastagens, tem ótimas opções para atender esta necessidade. Como exemplos, citamos as fórmulas líquidas: NK 15 00 15, NK 9,5 00 19 (maior exigência de K) e outras, conforme as necessidades nutricionais. E são muito práticas, pois podem ser pulverizadas sobre a pastagem – de forma simples, com pulverizadores comuns – e os nutrientes serão absorvidos com alta eficiência via solo.

 

E o Enxofre? Adubação com Enxofre (S) passa a ser cada vez mais necessária!

O enxofre tem tido sua importância aumentada devido a alguns adubos mais concentrados não terem este elemento em sua formulação. Pesquisadores recomendam a relação N:S na adubação de pastagens de 5:1.  Outra fonte disponível é o gesso, que contém de 15% a 16% de S.

Existem várias alternativas com a Adubação Líquida para fornecimento de Enxofre. Há fórmulas com NS (Nitrogênio + Enxofre) e outras com KS (Potássio + Enxofre). E um produto cada vez mais utilizado em pastagens, que é o Ca + S (similar ao Gesso Agrícola). Este produto atende também as necessidades de controle de Alumínio (Al3+) tóxico nos solos.

 

Adubo Liquido

Aplicador de Adubo Líquido na Linha de Plantio.

 

Alta Produção de Pastagem pede Adubação Nitrogenada (N). Qual o melhor caminho?

Podemos, sem medo de errar, generalizar: o nutriente mais deficiente nos solos em geral – e no cerrado em particular,  é o nitrogênio. E pode ser considerado o mais importante para atingir o máximo potencial produtivo de matéria seca das gramíneas forrageiras.

Todo esforço para suprir a necessidade do solo e disponibilizar N para as plantas é válido e importante: adubação verde, algum tipo de adubo orgânico, consorciação com leguminosas, LPF (integração Lavoura-Pecuária-Floresta). O que for possível fazer…deve ser feito!

Mas, de modo geral, as principais fontes de nitrogênio utilizadas via adubação são:

– Uréia (45% de N), geralmente menor custo/kg de N, mas maior perda por volatilização;

– Sulfato de amônio (20% de N), maior custo/kg de N, menor perda por volatização, maior poder de acidificação;

– Nitrato de amônio (33% de N), menor perda por volatização, maior custo/kg de N;

– Nitrocálcio (20 a 25% de N), menor perda por volatização, maior custo/kg de N.

 

O adubo nitrogenado, em pastejo rotacionado, geralmente é aplicado em cobertura – logo após a retirada dos animais de cada um dos piquetes, conforme o período de descanso necessário da pastagem.

Este momento de descanso da pastagem é utilizado para se fazer a adubação de produção em dosagem de acordo com a necessidade. Mas em geral se recomenda uma adubação mínima de 1000 kg/ha da fórmula 20-5-20, para fornecer Nitrogênio e Potássio – e um pouco de fósforo como manutenção.

Mais uma vez o Adubo Líquido via solo pode atender perfeitamente esse Modelo de adubação do pastejo rotacionado e com eficiência comprovada muito maior – ou seja, com melhor aproveitamento dos nutrientes. Há diversas opções práticas, como as fórmulas: NK 15 00 15 (que é equivalente a 22 00 22 devido a densidade), NK 15 05 15 (equivalente a 22 07 22), NK 9,5 00 19 (equivalente a 13 00 25).

É uma maneira prática, eficiente, com resultados rápidos, para manejar as pastagens neste sistema de rotação.

 

Adubo Liquido

Aplicador de Adubo Líquido no Solo em Cobertura.

 

Orientações da Embrapa – que achamos importante considerar no Manejo de Pastagem:

 

Para Pastejo com lotação contínua

A característica principal do pastejo com lotação contínua é que os animais são mantidos na mesma área em todo o período do pastejo ou mesmo durante todo o ano.

Neste modelo, a pastagem de Brachiaria, em especial a B. decumbens e a B. humidicola, e a pastagem de Cynodon (Coastcross, Tifton, Estrela) podem ter melhor desempenho no pastejo contínuo.

 

Para pastejo rotacionado

O pré-requisito no pastejo rotacionado é que haja adubação intensiva, para conseguir uma elevada produção de massa da forragem.

Neste modelo, o pastejo rotacionado é caracterizado por mudança periódica e constante dos animais – de um piquete para outro, na mesma área de pastagem. Devido a este processo, ele é o mais indicado, porque garante uma uniformidade maior e o pastejo é mais eficiente, permitindo um controle mais efetivo da disponibilidade da forragem para alimentar os lotes programados de animais.

Neste modelo, a pastagem com Capim-Colonião e outras cultivares do Gênero Panicum e Brachiaria brizantha cv Marandu, podem ter melhor desempenho no pastejo rotacionado.

 

Como administrar a estacionalidade da produção de forragem?

Mesmo havendo um residual das adubações feitas, o modelo do pastejo intensivo sempre terá um % de estacionalidade da pastagem. Isto porque é normal o desenvolvimento ser menor no período de seca. Estima-se esse percentual em torno de 20%.

Neste período, as alternativas para o pecuarista podem ser: fazer a redução do número de animais, complementação da alimentação com volumosos – como feno e silagem, ou utilizar o confinamento.

Outra opção, quando possível, e sempre fazendo análise econômica, é a irrigação de pastagem. Nesta alternativa, a adubação liquida via solo pode ser utilizada para complementar as necessidades das gramíneas forrageiras com toda a conveniência do operacional.

 

Irrigação de Pastagem.

 

Einstein dando opinião no Manejo e Adubação de Pastagens

Vamos completar este post lembrando do sábio cientista da Teoria da Relatividade:

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

paraquedas

Mas o velho Einstein deixou outra frase pra nos inspirar e queremos terminar este post com ela:

“A mente é como um paraquedas…Só funciona se estiver aberta”.

 

 

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4 comentários em “Adubação e Manejo de Pastagens com Adubo Líquido no Solo

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