10/08/2016

Adubação Líquida no Solo

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Aplicação de Adubo Líquido no Solo

 

Vamos destacar a Adubação Líquida no Solo com base em 5 Fundamentos, cujo objetivo é apenas alinhar o pensamento e o processo de raciocínio para compreendermos porque cresceu tanto em outros países e porque, naturalmente, deverá crescer no Brasil.

1) Fundamento da Eficiência

Sem dúvida este é o fundamento essencial, ou seja, se um adubo ou uma adubação líquida no solo não funcionar…os outros fundamentos ficam anulados!

Mas haverá ainda oportunidade de construirmos juntos um entendimento sobre as razões desta eficiência. Falaremos aqui de maneira geral, para estimularmos a participação de todos no momento oportuno. Por enquanto, vamos pular os parâmetros numéricos ficando apenas no conceito – que pode ser dividido em dois aspectos fundamentais:

a) ASPECTO FÍSICO

Como sabemos, a planta não “come” e sim “bebe”. Ou seja, o nutriente disponível no solo precisa da água para ser “bebido” através da raiz. E o solo é formado por partículas (areia, silte, argila) que tem forma, arranjo e estrutura diferentes que acabam compondo a macro e microporosidade conhecidas.

E por essa porosidade passa o ar e a água. E com a água vai o…nutriente. Pelos poros maiores (macroporos) a água é percolada em direção aos aquíferos. E pelos poros menores (microporos) a água é retida (adsorvida) e disponibiliza os nutrientes para as plantas por vários processos de mobilidade, que dependem, entre outros, da diferença de concentração.

Por aqui já podemos deduzir sobre a importância do tamanho da partícula do fertilizante no fornecimento de nutrientes para as plantas. E já começarmos a fazer uma diferença entre um adubo sólido (que precisa de água para solubilizar) e um adubo líquido. O adubo líquido “facilita a vida” da raiz da planta por disponibilizar prontamente o nutriente, com muito menos gasto de energia.

Mas não basta ser “líquido”. Os microporos, por exemplo, representam o maior percentual dos solos argilosos. E para que haja mobilidade do adubo através desses pequenos poros, a partícula tem que ser muito pequena, mas muito pequena mesmo!! Por isso já podemos falar aqui da importância da nanotecnologia, “a ciência do pequeno”.

 

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Escala da Nanotecnologia

Não podemos nos esquecer também do tamanho das células da raiz, que é a “porta” por onde os nutrientes entram e passam a fazer parte das inúmeras ações e reações químicas responsáveis pelo desenvolvimento do potencial produtivo das plantas.

Em outro momento falaremos mais da Nanotecnologia, mas por enquanto fica aqui definida a sua importância para as formulações de Adubo Líquido via solo em função das informações bem gerais sobre a estrutura do solo e da raiz: porosidade, mobilidade, caminho da água, tamanho das células da raiz.

São aspectos físicos de extrema importância para a eficiência de absorção do nutriente pela planta. O Blog tentará abordar com a profundidade possível.

b) ASPECTO QUIMICO

Para facilitar a abordagem deste aspecto, vamos analisar aqui, como exemplo, uma realidade muito conhecida dos solos do Brasil: o fósforo.

Não é a toa que o Brasil é o 2o. maior produtor de minério de Ferro do mundo e o 6º. produtor de Alumínio. Bom para as empresas brasileiras produtoras e exportadoras desses minerais, mas para os agricultores é um desafio.

Os solos do Brasil são velhos, intemperizados e com realidades bem típicas: são ácidos, com Alumínio e com presença abundante de Ferro.

Qual a consequência disso? Quando adubamos com fósforo é comum a formação de fosfatos de Alumínio e Ferro e a planta fica à mingua – sendo bem realista, fica com o “resto”.

Há trabalhos que demonstram que o fósforo fornecido pelo adubo sofre reações no solo que formam compostos minerais originais. Ou seja, a rocha de fósforo original, sofre industrialização, vira adubo comercial que, no solo, volta a ser “rocha”. E pior: indisponível para a planta. Vamos apresentar esses trabalhos no momento certo.

Na literatura brasileira encontramos informações sobre eficiência do fósforo na casa de 20 a 30%. Mas há trabalhos que indicam eficiência em torno de 5 a 8%!!

E para onde vão os mais de 90% do fósforo colocados no solo? Uma parte fica retida no solo, como composto mineral indisponível às plantas – e outra grande parte vai parar nos rios, lagos, aquíferos. Vamos falar muito disso, aqui neste Blog.

Enfim, sabemos que, quimicamente, no solo, o cátion busca o “seu par”, o ânion e vice versa. Sabemos também que a planta absorve o íon (cátion ou ânion) e não o composto. Eis nossa realidade bem objetiva.

Se o adubo colocado no solo precisa ser solubilizado para liberar o íon, para que este seja absorvido pela planta. Se este íon é “fixado” por outros e forma compostos que ficam indisponíveis nos solos ou são “lavados” para os aquíferos…o que fazer?

 

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Ensaio comparativo entre os fertilizantes MAP granular e o MAP Líquido

A resposta é: temos que proteger, no adubo, os íons que nos interessam e que vão atender às necessidades da planta. Se adubamos com uma fórmula NPK, por exemplo, 04 14 08 ou 10 10  10,  ela não pode representar para a planta o equivalente  a uma fórmula diferente, devido à fixação ou  lixiviação dos nutrientes. O agricultor tem que receber o que paga e a planta tem que absorver o que é colocado no solo.

Mas, na prática, o que acontece nas adubações tradicionais é que o agricultor não recebe pelo que paga e a planta não absorve o que é colocado no solo.

Qual o custo disso para a economia? Qual o impacto ambiental? Qual o custo para a sociedade?

Assim, a resposta é: temos que proteger quimicamente o adubo fornecido para não ocorrer a fixação e as perdas tradicionais.

E isto é possível fazer com segurança nas formulações líquidas. Inclusive fornecendo um elemento fundamental para o solo e para a raiz: o Cálcio. Assunto pra depois.

Vamos conversar muito no Blog sobre esses aspectos e os impactos que eles provocam nos resultados: técnicos, econômicos e ambientais.

Vamos devagar e…sempre!

2) Fundamento Operacional

Este é um grande fundamento e pode ser calculado “na ponta do lápis”.

Vamos ver a realidade do Brasil. Como se diz, nosso país é um…continente! Tudo é longe e a maior parte do transporte é pelo modal rodoviário. Os modais Ferroviário e Aquaviário, muito mais econômicos, ainda são muito incipientes, mesmo com tantas condições favoráveis no Brasil pra que eles sejam mais representativos.

E nossas estradas são… como são! Sem comentários! Fora os custos normais, em muitas regiões há ainda o pedágio onerando o frete. E quem é caminhoneiro sabe o custo de viver esta aventura de correr o Brasil sobre rodas pra entregar um produto.

Mas não é somente isso. Há o planejamento, quase que inevitável para os grandes consumidores, de uns 6 meses antes do plantio, pra não ter risco de faltar o adubo no lugar certo, no momento certo.

E há as operações na fazenda, mais complexas para as grandes áreas, como: armazenamento, caminhão, bags, guincho. E mão de obra.

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Adubação tradicional: operação mais complexa e menos econômica

O produtor, para se adequar a esta logística maluca e aproveitar janelas de plantio – cada vez mais inevitáveis devido à instabilidade climática, passa a adotar métodos para aplicação de adubo que o façam ganhar tempo, como a adubação a lanço em pré-plantio, com resultados técnicos no mínimo discutíveis. Há muitos casos conhecidos em que “a emenda fica pior que o soneto”, ou seja, nesta situação, “tempo” deixa de ser “dinheiro”, pela baixa eficiência do adubo, principalmente do fósforo. Vamos analisar esta prática oportunamente.

E se a área for pequena, não é simples, nem econômico, comprar pequenas quantidades – como 1 ou 2 sacos, por exemplo, para uma horta ou pequeno pomar.

Todos estes processos que envolvem o adubo tradicional para o solo, são extremamente facilitados quando o produto é o Adubo Líquido.

Sem contar a praticidade de poder, na mesma aplicação, colocar outros produtos para o solo, como: inoculantes, inseticidas, nematicidas, enraizadores – sem risco de incompatibilidade. Tudo junto e misturado com…o adubo líquido!

Então porque a Adubação Líquida via solo ainda não cresceu tanto no Brasil? Na verdade ela se desenvolveu durante um tempo nas Usinas de Açúcar, principalmente visando fornecimento de Nitrogênio. Falaremos depois sobre este modelo.

Mas podemos dizer, sem medo de errar, que, além do desconhecimento sobre a eficiência, faltava no Brasil um foco das empresas de equipamentos para aplicação, como ocorreu na Argentina e que transformou esse país vizinho no maior consumidor de Adubo Líquido da América Latina.

Na Argentina, tanto as empresas de pulverização, como as de plantadeiras, somaram forças e construíram uma solução para atender a necessidade do produtor. Especialmente no setor em que são muito fortes: a produção de grãos.

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Detalhe da aplicação do adubo liquido no solo

No Brasil, a cultura do café acabou apresentando alguma facilidade e a penetração da tecnologia foi mais rápida. Isto porque foi desenvolvido por algumas empresas multinacionais o equipamento pulverizador de barra lateral (conhecido por drench) para aplicação no solo de inseticidas para o controle do bicho mineiro.

Este operacional na cultura do café facilitou a entrada do Adubo Líquido, por exemplo, na aplicação de cobertura de Nitrogênio e Potássio, que podem ser misturados com os inseticidas sem nenhum problema de incompatibilidade.

Recentemente no Brasil, algumas empresas fabricantes de pulverizadores, entenderam esta necessidade e passaram a adaptar seus equipamentos para aplicar o Adubo Líquido, em especial no plantio de grãos. Falaremos em vários posts sobre este processo.

Em síntese, percebemos que estamos em outra fase no Brasil. Já há mais divulgação dos benefícios da Adubação Líquida no solo, já há empresas fornecendo equipamentos e já percebemos um movimento de fabricantes de plantadeiras para estudar uma forma de atender os agricultores interessados.

Quem viver, verá. Nós estamos aqui tentando fazer a nossa parte.

 

Aplicador de Inseticida para controle de Cupim em Cana que pode ser aplicar junto Adubo Líquido

Aplicador de Inseticida para controle de Cupim em Cana que pode ser aplicado junto com o Adubo Líquido no solo

3) Fundamento Econômico

Há três aspectos bem evidentes do valor econômico envolvido neste segmento de mercado.

O primeiro aspecto diz respeito ao custo representativo do adubo na maioria das culturas. Em geral representa de 40 a 50% do custo das culturas. Como exemplo, algumas culturas utilizam no plantio em torno de R$200,00/ hectare de adubo. Outras utilizam R$ 3.000,00 / hectare ou mais. Ou seja, é um custo muito grande para o produtor rural, independente da cultura plantada – e se ele quer produzir, tem que adubar.

O segundo aspecto é com relação à estrutura de distribuição de insumos agrícolas no Brasil. Esta estrutura é muito importante, pois o nosso país é muito grande, formado por um percentual relevante de pequenas propriedades e precisa haver capilaridade para entrega dos insumos agrícolas a partir das indústrias produtoras. Isto só é possível através dos distribuidores, ou revendas e cooperativas agrícolas.

Mas o adubo tradicional, pelas características do produto, do processo comercial, do modelo econômico que envolve a agricultura e a logística, tem tido soluções diferentes na sua distribuição. No momento há mais concentração, por exemplo, nas cooperativas do que nas revendas. E quando possível, um aumento das vendas diretamente ao produtor.

O terceiro aspecto é o tamanho do mercado de fertilizantes no Brasil. Em 2015 foram consumidas 30,2 bilhões de toneladas que equivalem a mais ou menos 12 bilhões de dólares, conforme o câmbio utilizado. Há espaço para a tecnologia do Fertilizante Líquido via solo.

Por todos esses aspectos, o Fertilizante Líquido, como opção de substituição ou complementação do Adubo tradicional sólido para o solo, seja para plantio ou cobertura nas culturas, é uma solução importante para o Brasil.

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Adubo Líquido no solo: mais prático, mais econômico

Em vários países de relevância mundial no agronegócio isto acabou acontecendo, ou seja, a convivência com participação expressiva do Adubo Líquido no mercado – junto com o Adubo Sólido.

A decisão é sempre de quem vai usar. E esses fundamentos: eficiência, operacionalidade e economia, passarão a ser objeto de análise e reflexão dos atuais e dos futuros consumidores – os produtores rurais do Brasil.

4) Fundamento Ambiental

Temos que começar esse item destacando a avaliação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) sobre a realidade dos solos agrícolas no mundo.

Segundo essa instituição, o mundo está perdendo Solo Agrícola num percentual equivalente a 30 campos de futebol por minuto. Os pesquisadores da FAO afirmam que, nesse ritmo, o solo agricultável pode desaparecer em 60 anos!

Outra informação chocante, apesar de não ser tão surpreendente, é que 33% dos solos do mundo estão degradados por erosão, salinização, compactação, acidificação e contaminação. No caso de salinização, esta afeta cerca de 760 mil quilômetros quadrados de terra, em todo mundo – área maior do que todo o solo cultivável no Brasil!

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Poluição de Aquíferos

Atualmente são três os temas mundiais relevantes com relação ao desafio ambiental que nosso planeta vive: o efeito estufa, os solos e…a água!

Como sabemos, o setor agrícola responde por 70% da retirada de água fresca. Com o crescimento da população (estimada em mais de 8 bilhões a partir de 2.030) e a demanda por alimentos, a pressão sobre esse recurso natural aumentará muito.

No Brasil, o CETEM – Centro de Tecnologia Mineral, órgão ligado ao MCTI, fez um estudo sobre a utilização do fósforo nos solos brasileiros e destacou a poluição de rios, lagos e aquíferos por este elemento, exatamente pela baixa eficiência de absorção pelas plantas.

O CETEM, inclusive, destaca que em alguns países já estão sendo estudadas sanções a agricultores que provoquem danos ambientais, por utilização deste tipo de adubo. E temos notícias de que em alguns estados americanos já está sendo proibido o uso.

Pressão total! E daqui em diante será disso pra mais.

Esta é a razão deste Blog: unir pensamentos, motivações, atitudes, através da ciência, da consciência e do mercado. Por isso colocamos abaixo um 5º. Fundamento para refletirmos sobre esse “novo mundo”.

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Comparação entre uma muda de eucalipto com Adubo Líquido enraizador e uma testemunha sem o adubo

5) Fundamento Estratégico

Colocamos esse item para que cada um de nós possa ter uma direção para pensar um pouco sobre os fundamentos anteriores e poder fazer escolhas…com fundamento.

Se acreditarmos nas informações sobre “degradação dos solos” e “poluição das águas”.

Se acreditarmos na maior eficiência dessa tecnologia da Adubação Líquida no Solo – comparada com a adubação tradicional.

Se acreditarmos na importância do Adubo Líquido para que a semente de qualidade expresse todo seu potencial. É o que chamamos de “Semeadura Líquida”.

Se acreditarmos nos benefícios operacionais, dentro e fora da propriedade rural – como melhoria no planejamento e ganhos na logística, no armazenamento e no plantio.

Se acreditarmos nas vantagens econômicas, pelos custos diretos (na operação) e indiretos (planejamento, tempo).

Se acreditarmos nos enormes ganhos ambientais e na contribuição que cada um pode dar para o planeta e para as futuras gerações.

Se acreditarmos nas oportunidades de negócios para toda uma estrutura de distribuição de insumos no país – num negócio que representa de 40 a 50% dos custos das lavouras.

Em síntese, se acreditarmos…

… em uma solução de mercado que é: mais eficiente, mais prática, mais econômica e com ganhos ambientais relevantes;

… que instituições de pesquisa mundiais, em países lideres no agronegócio, estão apresentando resultados expressivos sobre a eficiência do Fertilizante Líquido no solo, em diferentes culturas e diferentes solos;

… que os países de expressão mundial no agronegócio estão optando por este caminho.

Nos cabe perguntar, por enquanto…

… qual nossa estratégia atual e futura sobre nossa participação nesse mercado?

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Adubação Líquida no solo: agricultura mais sustentável

 

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